Amamentação e seu efeito protetor

295834_515836981785921_1986802056_nAmamentar exclusivamente por 6 meses, esse é o plano! Às vezes da certo e tudo vai bem do começo ao fim, comigo foi assim, mas às vezes e pelas mais variadas razões, não rola ;-( .

Estudos recentes demonstraram que continuar com a amamentação enquanto se introduz alimentos sólidos pode ser um bom método para reduzir a incidência de alergias alimentares nos nossos pequenos.

Pesquisadores ingleses acompanharam um grupo de 1140 crianças com até 2 anos de idade quanto aos hábitos alimentares e a ocorrência de reações alérgicas. Neste período as mamães anotaram em um diário alimentar qualquer suspeita de reação e a correlação com alimentos ingeridos o que, mais tarde, foi confirmado ou não por testes específicos.

Do grupo acompanhado, 41 bebês apresentaram comprovadamente alergias alimentares. O grupo dos alérgicos foi comparado a um grupo de não alérgicos com a mesma idade e a conclusão foi que, analisando fatores como peso ao nascer, idade gestacional, alergias maternas entre outros, bebês que receberam alimento sólido antes da idade de 17 semanas (cerca de 4 meses) foram significativamente mais susceptíveis a alergia alimentar do que o grupo amamentado exclusivamente.

 O estudo (aqui) também concluiu que manter a amamentação mesmo após introduzir complementos de leite de vaca mostrou garantir um efeito protetor contra o desenvolvimento de alergias.

Além de amamentar ser TUDO DE BOM, os pesquisadores acreditam que os fatores imunológicos contidos no leite materno garantem essa proteção, mesmo após a introdução de novos alimentos.

Leite materno, seu lindo!

O conselho que fica é: não introduza alimentos sólidos antes de 17 semanas de vida do bebê e, se puder esperar, chegue aos seis meses de amamentação exclusiva. Além disso, em qualquer idade que você iniciar a introdução de novos alimentos, mantenha a amamentação.

No estudo os pesquisadores ainda complementam: “quem não pode amamentar por alguma razão também terá bons resultados em iniciar a alimentação sólida apenas após 17 semanas de vida do bebê.

 

Mari Liborio, enfermeira, mestre em Ciências da Saúde e especialista em Controle de Infecção.